Modelo de Programação de Conferência: Exemplos Grátis Pra Copiar e Colar (1 Dia, 2 Dias e Virtual)
Quatro programações prontas pra colar direto no Docs ou no Sheets, mais um guia passo a passo pra montar a sua.
Este é um guia independente. Os modelos aqui são exemplos originais que você pode copiar e adaptar à vontade.
Você abriu uma tela em branco pra montar a programação do seu evento e simplesmente ficou olhando pra ela. Um modelo de programação de conferência resolve justamente a parte que a página em branco não resolve: ele te diz o que realmente entra às 14h30 do segundo dia, e por quê. O que você tem abaixo é uma estrutura que funciona, uma tabela preenchida que dá pra copiar e editar, não só um layout bonito pra admirar.
O problema tem um formato conhecido. Quem está organizando um evento pela primeira vez, digamos um summit de 120 pessoas, quase sempre começa por um mockup visual, um desenho estilo pôster que fica bonito mas esconde a mecânica: a palestra principal pode cair no meio do almoço, ou não sobra nenhum tempo de folga entre as salas, e o próprio design nunca avisa. A questão não é a aparência. É que a foto de uma programação não mostra o formato de uma programação que funciona.
A solução leva uns dez minutos. Jogue as sessões numa tabela simples com colunas de horário, palestrante e sala, mova a palestra principal pra 9h15 e coloque um café entre cada duas palestras. Agora dá pra ver o dia inteiro de uma vez e enxergar os buracos. Esse é o poder discreto de um modelo: ele transforma uma parede de ideias num formato que dá pra conferir.
Então é isso que você tem abaixo: quatro programações preenchidas pra copiar na hora. Uma de um dia, uma de dois dias, uma de três dias e uma programação de conferência virtual mapeada em espaços online de verdade. Depois das tabelas vem um método de seis passos pra montar a sua do zero, uma lista curta de erros pra evitar, e onde baixar as versões grátis em Word, Excel, Google Docs e PDF. Pegue o que servir, mude o resto.
O que é um modelo de programação de conferência?
Um modelo de programação de conferência é um layout de agenda reutilizável para um evento com várias sessões. Ele lista cada bloco do dia, palestras principais, trilhas paralelas, intervalos, refeições e networking, com colunas para horário, título da sessão, palestrante e sala. Você preenche com os seus próprios detalhes em vez de desenhar a estrutura do zero.
Um modelo se paga de três formas, e nenhuma delas é enfeite. Ele economiza a hora que você gastaria inventando um layout, evita os erros clássicos (palestra principal em cima do almoço, três horas sem intervalo) e dá ao time inteiro uma visão única do dia.
Pense nele como uma receita, não como a foto de um bolo pronto. O mockup visual é a foto: mostra o resultado final, mas não os passos, os tempos nem a ordem das coisas. Um exemplo de programação de conferência que funciona é a receita: ele diz que o credenciamento vem primeiro, que a palestra forte fica cedo e que o almoço precisa de uma hora cheia, não de meia hora corrida.
O outro benefício silencioso é a facilidade de mexer. Depois que você tem a tabela preenchida, alterar é trivial. Mover uma sessão, adicionar uma trilha, empurrar tudo quinze minutos pra frente, tudo em poucos cliques. Uma imagem prende você. Uma tabela te dá liberdade.
Programação de Conferência vs. Pauta de Reunião: Qual a Diferença?
Uma programação de conferência e uma pauta de reunião são documentos diferentes, e confundir os dois é o motivo de tanta programação de evento sair torta. Uma pauta de reunião lista tópicos de discussão para uma única sessão curta e recorrente, tipo uma daily semanal com três bullet points e um responsável pra cada.
Uma programação de conferência mapeia horas ou dias de atividade paralela. Ela atravessa vários blocos de tempo, muitas vezes com várias trilhas ao mesmo tempo, com palestrantes nomeados, salas definidas e brechas propositais pro café e pra conversa de corredor. Uma é uma lista de tópicos. A outra é uma planta baixa do tempo.
Essa diferença muda tudo. Uma pauta de reunião responde "o que vamos decidir?". Uma programação de conferência responde "onde eu devo estar, e quando?". Esse estilo de exemplo de programação de conferência, com colunas de horário e sala, é justamente o que os participantes olham no celular entre uma sessão e outra. Mantenha os dois formatos separados e escrever qualquer um dos dois fica mais fácil.
Um teste rápido diz qual dos dois você está montando. Se todo mundo na sala está fazendo a mesma coisa ao mesmo tempo, você tem uma reunião. Se a galera se divide em trilhas paralelas, circula entre salas e escolhe o próprio caminho, você tem uma conferência. No momento em que você adiciona uma segunda trilha ou um palestrante nomeado que não é só "o mediador", você cruzou pro território de conferência e precisa da coluna de sala pra acompanhar.
É aqui que as pessoas tropeçam. Elas pegam um modelo de pauta de reunião para um evento de dia inteiro e acabam com uma lista de tópicos em bullets e nenhum horário. Aí os participantes não fazem ideia de quando é o almoço nem em que sala fica a trilha de Design. Comece pelo documento certo e você pula essa confusão toda.
O Que Incluir numa Programação de Conferência
Uma boa programação de conferência tem sete blocos de construção, e os que as pessoas mais pulam são os intervalos. Cubra estes e a sua programação fica clara, esteja ela impressa, projetada ou aberta no celular:
- Credenciamento e boas-vindas. Uma porta aberta de 30 a 60 minutos no começo. As pessoas chegam atrasadas; dê espaço pra isso.
- Palestras principais (keynotes). As sessões de destaque, um palestrante para a sala inteira. Coloque a mais forte cedo no primeiro dia pra dar o tom.
- Trilhas paralelas. Sessões simultâneas agrupadas por tema (digamos, uma trilha de Produto e uma de Design) pra que cada participante escolha o próprio caminho.
- Intervalos e refeições. Café a cada 90 minutos, um almoço de verdade de 45 a 60 minutos. É aqui que as conexões acontecem, não durante as palestras.
- Blocos de networking. Tempo dedicado e estruturado pra conhecer gente. Deixado ao acaso, não acontece.
- Colunas de palestrante e sala. Toda sessão precisa de um apresentador nomeado e um local, mesmo num evento pequeno. A ambiguidade é o que faz o participante ficar perdido.
- Tempo de folga e transição. Cinco a dez minutos entre as sessões pra que as pessoas se desloquem, reabasteçam o café e cheguem na próxima sala sem perder a abertura.
Por que essa obsessão com os intervalos? Porque o valor de verdade não está nas sessões. Pergunte a qualquer um o que ele lembra de uma boa conferência e ele vai citar uma conversa de corredor, não o slide 14 de uma palestra. Os intervalos são o produto. Economize neles e você fica com uma sala cheia de gente cansada olhando pro palco, que é o oposto do motivo que trouxe todo mundo.
Imagine o Marcos, organizando pela primeira vez, que enfiou nove palestras num único dia com almoços de quinze minutos pra "encaixar tudo". Às 14h metade da sala já tinha escorrido pro saguão de qualquer jeito, só que sem nenhuma estrutura pra recebê-los. No evento seguinte ele rodou sete palestras com uma hora cheia de almoço e dois intervalos longos de café. A presença se manteve o dia todo, e os formulários de feedback falaram das conversas, não dos slides.
Outra coisa que vale planejar: como manter engajados os participantes remotos ou híbridos. É fácil desenhar um ótimo fluxo presencial e esquecer de quem assiste de casa. Se parte do seu público está online, decida cedo como você vai tornar conferências virtuais interativas em vez de deixar essas pessoas encarando uma transmissão.
Modelo de Programação de Conferência de Um Dia
Um modelo de programação de conferência de um dia encaixa credenciamento, duas palestras principais, dois blocos de trilhas paralelas e networking num único fluxo das 9h às 17h. Mantenha as sessões curtas e os intervalos honestos, porque um dia só queima a atenção rápido. Copie a tabela abaixo e troque pelos seus títulos, palestrantes e salas.
| Horário | Sessão | Palestrante | Sala |
|---|---|---|---|
| 8h30 – 9h00 | Credenciamento e café | – | Saguão |
| 9h00 – 9h15 | Boas-vindas e avisos | Anfitrião | Auditório |
| 9h15 – 10h00 | Palestra de abertura | Keynote 1 | Auditório |
| 10h00 – 10h15 | Intervalo | – | Saguão |
| 10h15 – 11h15 | Sessão paralela A (2 trilhas) | Líderes de trilha | Salas 1 e 2 |
| 11h15 – 11h30 | Intervalo | – | Saguão |
| 11h30 – 12h15 | Painel de debate | Mediador + 3 | Auditório |
| 12h15 – 13h15 | Almoço e networking | – | Área de alimentação |
| 13h15 – 14h15 | Sessão paralela B (2 trilhas) | Líderes de trilha | Salas 1 e 2 |
| 14h15 – 14h30 | Intervalo | – | Saguão |
| 14h30 – 15h15 | Workshop / mão na massa | Facilitador | Sala 3 |
| 15h15 – 16h00 | Palestra de encerramento | Keynote 2 | Auditório |
| 16h00 – 16h15 | Fechamento e agradecimentos | Anfitrião | Auditório |
| 16h15 – 17h00 | Coquetel de networking | – | Lounge |
Esse modelo de programação de evento funciona pra encontros de comunidade, dias internos de empresa e eventos acadêmicos de trilha única. Quer uma cópia editável? Pegue as versões grátis em Google Docs, Sheets, Word, Excel e PDF na seção de download mais abaixo.
Quer uma Versão Mais Simples?
Se o seu evento é menor (digamos, 40 pessoas, uma sala, sem trilhas paralelas), enxugue a tabela. Tire a segunda trilha e a coluna de sala, já que todo mundo está no mesmo espaço mesmo. Você fica com horário, sessão e palestrante, que é tudo o que um dia de sala única precisa.
Um modelo simples assim serve pra um lunch and learn, um workshop de meio período ou um encontro pequeno de usuários. Só não abra mão dos intervalos de café e do almoço de verdade. Esses importam mais num evento pequeno, não menos, porque uma sala de quarenta pessoas se conecta mais rápido em volta de um café. A regra vale em qualquer tamanho: proteja os intervalos primeiro, corte as sessões depois.
Modelo de Programação de Conferência de 2 e 3 Dias (Vários Dias)
Um modelo de programação de conferência de vários dias distribui a energia ao longo dos dias em vez de espremer tudo num só. O primeiro dia abre forte e termina no clima social. O dia do meio aprofunda com workshops. O último dia é mais leve, com um encerramento marcante antes de todo mundo pegar a estrada. Aqui vai uma estrutura de dois dias pra você copiar.
Dia 1
| Horário | Sessão | Palestrante | Sala |
|---|---|---|---|
| 8h30 – 9h30 | Credenciamento e café da manhã | – | Saguão |
| 9h30 – 10h15 | Palestra de abertura | Keynote 1 | Palco principal |
| 10h15 – 10h30 | Intervalo | – | Saguão |
| 10h30 – 12h00 | Trilhas paralelas (3 simultâneas) | Líderes de trilha | Salas A/B/C |
| 12h00 – 13h00 | Almoço e networking | – | Área de alimentação |
| 13h00 – 14h30 | Trilhas paralelas (3 simultâneas) | Líderes de trilha | Salas A/B/C |
| 14h30 – 15h00 | Café e expo de patrocinadores | – | Salão de expo |
| 15h00 – 16h00 | Painel de debate | Mediador + 4 | Palco principal |
| 16h00 – 17h00 | Lightning talks | 6 palestrantes | Palco principal |
| 18h30 – 20h30 | Confraternização e jantar | – | Rooftop |
Dia 2
| Horário | Sessão | Palestrante | Sala |
|---|---|---|---|
| 9h00 – 9h45 | Palestra do dia 2 | Keynote 2 | Palco principal |
| 9h45 – 10h00 | Intervalo | – | Saguão |
| 10h00 – 12h00 | Workshops (mão na massa) | Facilitadores | Salas A/B/C |
| 12h00 – 13h00 | Almoço e speed networking | – | Área de alimentação |
| 13h00 – 14h30 | Trilhas paralelas (3 simultâneas) | Líderes de trilha | Salas A/B/C |
| 14h30 – 14h45 | Intervalo | – | Saguão |
| 14h45 – 15h45 | Bate-papo informal (fireside chat) | Anfitrião + convidado | Palco principal |
| 15h45 – 16h30 | Palestra de encerramento e premiação | Keynote 3 | Palco principal |
| 16h30 – 17h00 | Despedida e próximos passos | Anfitrião | Palco principal |
Repare no formato ao longo dos dois dias. O primeiro dia abre com uma palestra pra dar o tom, roda trilhas paralelas enquanto a energia está alta e termina com um bloco social pra que as pessoas saiam tendo conhecido alguém. O segundo dia começa um pouco mais tarde (9h em vez de 8h30) porque ninguém está renovado depois de uma noite animada, e fecha com premiação e próximos passos claros pra que o evento termine no alto, em vez de se arrastar até acabar.
Vai fazer três dias? Encaixe um dia do meio entre esses dois. Use ele pros workshops mais pesados, uma expo de patrocinadores mais longa e uma atividade externa opcional à tarde. Concentre as palestras principais nos dias um e três e mantenha o dia do meio na mão na massa. Esse ritmo é exatamente o que um bom modelo de programação de conferência de 3 dias faz: ele protege a atenção variando o formato dia a dia em vez de emendar palestra atrás de palestra.
O erro numa programação de vários dias é tratar todos os dias iguais. Três dias idênticos de palestra-depois-trilha-depois-painel se misturam na cabeça, e lá pela tarde do segundo dia as pessoas já estão conferindo o voo. Varie o formato. Palestras num dia, workshops mão na massa no outro, um encerramento social mais leve no último. É essa variedade que mantém a sala engajada ao longo de setenta e duas horas.
Modelo de Programação de Conferência Virtual (Mapeada em Espaços Online)
Uma programação de conferência virtual precisa de sessões mais curtas e mais intervalos que a presencial, porque o cansaço de tela é real. A outra diferença: cada bloco deve apontar pra um espaço online específico pra que os participantes sempre saibam onde clicar. Abaixo, cada sessão aponta pra um tipo de sala num plataforma de eventos espacial, onde as pessoas circulam entre as áreas como avatares e ouvem quem está por perto.
| Horário | Sessão | Formato | Espaço online |
|---|---|---|---|
| 9h00 – 9h15 | Abertura das portas e orientação | Guiado | Saguão / sala aberta |
| 9h15 – 10h00 | Palestra de abertura | Transmissão + compartilhamento de tela | Sala de conferência (grade de vídeo) |
| 10h00 – 10h15 | Café e conversa de corredor | Livre circulação | Sala espacial aberta (áudio por proximidade) |
| 10h15 – 11h00 | Trilhas paralelas (3 simultâneas) | Grupos pequenos | Salas paralelas com áudio isolado |
| 11h00 – 11h15 | Intervalo | – | Sala espacial aberta |
| 11h15 – 12h00 | Workshop interativo | Quadro branco + post-its | Sala paralela |
| 12h00 – 12h45 | Almoço e speed networking | Rodadas cronometradas | Atividade de speed networking |
| 12h45 – 13h30 | Painel de debate | Transmissão | Sala de conferência |
| 13h30 – 13h45 | Intervalo | – | Sala espacial aberta |
| 13h45 – 14h30 | Expo e estandes de patrocinadores | Livre circulação | Sala aberta com billboards |
| 14h30 – 15h00 | Palestra de encerramento e fechamento | Transmissão | Sala de conferência |
Repare em como o fluxo se mapeia nos espaços. As palestras principais e o painel rodam numa sala de conferência (grade de vídeo) pra que todo mundo fique de frente pro palestrante. O café e a expo acontecem numa sala espacial aberta, onde o áudio por proximidade deixa os grupinhos se formarem e se desfazerem, exatamente como num corredor. As sessões paralelas ganham suas próprias salas com áudio isolado pra que três trilhas rodem ao mesmo tempo sem uma vazar na outra. O almoço usa rodadas de speed networking que embaralham as pessoas automaticamente, o que resolve aquele silêncio constrangedor que mata a maioria do networking online.
Por que sessões mais curtas no online? Porque a tela achata a atenção mais rápido que uma sala. Ao vivo, seu olhar passeia, você se ajeita na cadeira, dá uma olhada em quem está do lado, e tudo isso reseta seu foco sem você perceber. Numa videochamada nada disso acontece, então uma palestra de 60 minutos que fica ótima num salão parece o dobro do tempo num notebook. Corte as palestras principais pra 30 ou 45 minutos e coloque um intervalo a cada hora, não a cada noventa minutos.
Imagine um summit virtual de 200 pessoas rodando assim. A palestra principal toca numa sala de conferência onde cada rosto aparece na grade. Quando ela acaba, as portas abrem pra uma sala espacial aberta, e em menos de um minuto o áudio se enche de uma dúzia de grupinhos, exatamente aquele burburinho de corredor que um bom evento precisa. Ninguém teve que ser designado a um grupo. As pessoas simplesmente levaram os avatares até lá e começaram a conversar, e o problema silencioso do networking se resolveu sozinho.
Se o matchmaking é o centro do seu evento, vale estudar como organizar um evento de networking virtual antes de fechar a programação. E na hora de comparar ferramentas, este apanhado das melhores plataformas de conferência virtual mostra quais realmente suportam salas espaciais em vez de só transmissão de vídeo.
Quanto Tempo Deve Durar um Dia de Conferência e Suas Sessões?
Um dia cheio de conferência costuma ter de sete a oito horas de programação, mais ou menos das 9h às 17h, e isso já está no limite do que a atenção aguenta. Mais que isso e as sessões da tarde acontecem pra uma sala meio vazia. Dias mais curtos (meio período de quatro horas) funcionam bem pra eventos internos e formatos virtuais, em que as pessoas ainda têm um trabalho pra voltar.
A duração das sessões é onde a maioria das programações se perde. Um conjunto seguro de padrões:
- Palestras principais: 30 a 45 minutos. Longo o bastante pra um arco de verdade, curto o bastante pra continuar afiado.
- Sessões paralelas: 45 a 60 minutos, incluindo perguntas.
- Workshops: 90 minutos, porque trabalho mão na massa precisa de espaço pra respirar.
- Painéis: 45 a 60 minutos com um mediador segurando o ritmo.
- Lightning talks: 5 a 10 minutos cada, agrupadas num único bloco.
No online, encurte tudo isso. Uma palestra principal virtual de 45 minutos já é bastante, e 30 costuma ser melhor. O motivo volta ao cansaço de tela: uma plateia no notebook se desliga mais rápido que uma numa sala, então o formato precisa andar mais rápido pra prender. Nunca empilhe mais de duas horas de conteúdo emendado sem um intervalo de verdade, seja presencial ou na tela.
Erros Comuns numa Programação de Conferência (e Como Evitar)
A maioria das programações quebradas falha pelos mesmos punhados de motivos, e todos são fáceis de pegar antes das portas abrirem. Leia o seu rascunho contra esta lista e você pula os problemas que sabotam um bom evento em silêncio.
- Zero tempo de folga. Sessões que terminam às 10h e começam às 10h em outra sala fazem todo mundo chegar atrasado na próxima palestra. Coloque 5 a 10 minutos entre os blocos.
- Palestra principal durante ou logo depois do almoço. As pessoas estão repetindo o prato e conversando. Coloque a sua sessão mais forte de manhã, quando a sala está cheia e desperta.
- Células de palestrante ou sala em branco. Uma sessão sem nome e sem local manda o participante circular perdido, perguntando pra equipe onde ir. Preencha cada célula.
- Trilhas paralelas demais. Cinco trilhas pra 80 pessoas espalham a sala e fazem as sessões parecerem vazias. Ajuste o número de trilhas ao seu público.
- Cortar intervalos pra encaixar mais palestras. A sessão extra te custa as conversas de corredor, que são o que as pessoas de fato lembram.
- Esquecer o público remoto. Um evento híbrido que só planeja o fluxo presencial deixa os participantes online assistindo a uma transmissão parada, sem jeito de entrar na roda.
Aqui vai um hábito que pega os seis de uma vez. Antes de publicar, leia a programação de cabo a rabo como se você fosse um participante com um celular e nenhum mapa. Se você não consegue dizer onde estar às 14h30 ou quando vai comer de novo, eles também não conseguem. Corrija o que a leitura expõe e só então compartilhe.
Como Montar Sua Programação de Conferência Passo a Passo
Monte uma programação de conferência funcional em seis passos, dos objetivos até uma agenda compartilhada com salas definidas.
- 1Defina seus objetivos e público
Escreva uma frase dizendo como é o sucesso: leads gerados, habilidades ensinadas ou conexões feitas. Anote o tamanho do público e se ele é técnico, executivo ou misto. Toda escolha lá na frente, da duração das sessões ao número de trilhas, volta pra isso. Um evento focado em habilidades se apoia em workshops; um de networking protege os intervalos.
- 2Reserve as palestras principais e as trilhas
Coloque as palestras de destaque primeiro, uma cedo em cada dia pra dar o tom. Depois agrupe as sessões paralelas em 2 a 4 trilhas temáticas pra que os participantes escolham sozinhos. Decida quantas rodam em paralelo com base no número de salas e no público esperado. Uma regra grosseira: mire em pelo menos 20 a 30 pessoas por trilha pra que nenhuma sessão pareça vazia.
- 3Programe intervalos, refeições e networking
Coloque um intervalo a cada 90 minutos, um almoço de 45 a 60 minutos e pelo menos um bloco dedicado de networking por dia. Isso não é enchimento. É onde os participantes formam as conexões que fazem eles voltarem no ano seguinte.
- 4Atribua palestrantes e salas
Dê a cada sessão um palestrante nomeado e uma sala ou espaço online específico. Preencha as colunas de palestrante e sala por completo. Células vazias são a causa número um de participantes confusos e perdidos no dia.
- 5Adicione folgas e tempo de transição
Insira 5 a 10 minutos entre as sessões pra que as pessoas se desloquem, reabasteçam o café e cheguem na próxima sala. Em eventos virtuais, as folgas dão aos participantes tempo pra trocar de espaço e se reajustar antes do próximo bloco começar.
- 6Revise, teste e compartilhe
Leia a programação como um participante: dá pra segui-la no celular? Cheque se há palestras principais sobrepostas, intervalos faltando e salas emendadas em pontos distantes do local. Se der, leve uma pessoa que não seja do seu time pra passar por ela e observe onde ela se confunde. Depois compartilhe num formato que abra em qualquer lugar, de preferência Google Docs ou Sheets junto com um PDF.
Onde Baixar Modelos Grátis de Programação de Conferência (Word, Excel, Google Docs, PDF)
O caminho mais rápido pra um modelo grátis de programação de conferência é copiar uma das tabelas acima pro formato que você já usa. Cada uma é simples o bastante pra colar e editar em qualquer lugar:
- Google Docs. Cole a tabela direto e depois use Arquivo, Fazer uma cópia pra ter a sua versão editável. Ideal pra programações que você vai compartilhar por link.
- Google Sheets. Jogue as colunas numa planilha quando quiser ordenar, filtrar ou reorganizar os horários das sessões rápido. Prático pra eventos com várias trilhas.
- Word (.docx). Cole a tabela, aplique as fontes e cores do seu evento e exporte. Bom pra programas impressos.
- Excel (.xlsx). Igual ao Sheets se o seu time vive no Microsoft. Use uma aba por dia em eventos de vários dias.
- PDF. Depois que a sua programação ficar certa em qualquer um dos anteriores, exporte pra PDF pro programa final entregue aos participantes.
Um fluxo rápido amarra tudo. Monte e edite no Google Sheets ou no Excel, onde remarcar o horário de uma sessão é arrastar e soltar. Mantenha essa planilha como o seu mestre ao vivo até em cima da hora do evento, já que mudanças de última hora são garantidas. Só quando estiver tudo travado é que você exporta pra PDF pro programa impresso ou pro link de download que os participantes recebem. A planilha continua editável; o PDF é a foto do momento.
Escolha a ferramenta que o seu time já abre todo dia. Um modelo de programação de conferência no Word ou Excel é aquele que você ainda consegue remarcar cinco minutos antes de abrir as portas, que é o que mais importa quando os planos mudam tarde.
Perguntas Frequentes sobre Modelo de Programação de Conferência
Transforme Seu Modelo de Programação de Conferência num Evento de Verdade
O melhor modelo de programação de conferência não é o mais bonito. É aquele que você consegue copiar, preencher e distribuir cinco minutos antes de abrir as portas. Veja o que fazer agora:
- Copie a tabela que combina com a duração do seu evento, um dia, dois dias, três dias ou virtual, pro Google Docs ou Sheets.
- Preencha cada célula. Nenhuma coluna de palestrante ou sala em branco. A ambiguidade é o que manda o participante circular perdido.
- Proteja os intervalos. Café a cada 90 minutos e um almoço de verdade. É aí que as conexões acontecem.
- Teste como participante. Se você não consegue segui-la no celular, eles também não conseguem.
- Exporte pra PDF pro programa final e mantenha a versão editável aberta pras mudanças de última hora.
Monte o formato primeiro, deixe bonito depois. Uma programação que flui sempre vai vencer um design que não flui.
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